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icon Parque Serra do Rola Moça, Brumadinho/MG - Desativada desde 2001
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Muita gente ainda acredita que, quando uma mina é desativada, a barragem “seca” e o risco desaparece. Mas isso é um mito, e dos mais perigosos. Como explica o perito Júlio Cesar da Silva (UERJ), barragens construídas pelo método a montante são erguidas sobre o próprio rejeito. E é justamente isso que muda tudo.

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Mito ou Verdade?

Por Equipe MGB

1 de dezembro de 2025

Mito ou Verdade?

Mito ou Verdade

Muita gente ainda acredita que, quando uma mina é desativada, a barragem “seca” e o risco desaparece. Mas isso é um mito, e dos mais perigosos. Como explica o perito Júlio Cesar da Silva (UERJ), barragens construídas pelo método a montante são erguidas sobre o próprio rejeito. E é justamente isso que muda tudo.

Essas barragens nunca ficam totalmente secas porque o rejeito não é um material estático. Mesmo sem operação ou chuva, ele continua passando por transformações naturais: se adensa, pode se expandir, altera sua porosidade e retém água internamente. Ou seja, não existe rejeito permanentemente seco. A estrutura continua reagindo ao clima, às águas subterrâneas e ao próprio envelhecimento do material.

Outro ponto crítico é a liquefação. Esse fenômeno ocorre quando o rejeito perde resistência e passa a se comportar como um líquido após vibrações, chuvas fortes ou saturação natural do terreno. Esse processo pode levar ao colapso repentino, inclusive em barragens consideradas inativas. Liquefação não depende de operação, depende do estado do rejeito. E quando há sinais de instabilidade, o risco de ruptura é sim muito alto.

Como reforça o perito Júlio Cesar da Silva: “Uma vez que se tem uma barragem, existe risco. E sem monitoramento, o risco se eleva significativamente.”

Isso vale também para minas desativadas, porque a barragem continua lá com volume, peso, água interna e processos geotécnicos sempre ativos.

E no caso das barragens da MGB?
Mesmo desativada desde 2001, a mina mantém monitoramento contínuo, realiza manutenções periódicas, cumpre as exigências legais e conta com acompanhamento técnico especializado.

É isso que impede que o risco se torne crítico. Quando empresas não assumem essa responsabilidade, o risco de rompimento se torna real.

Por isso, a descaracterização é fundamental. É o único processo capaz de eliminar de forma definitiva o risco das barragens construídas a montante. Ela remove o rejeito, reconfigura o terreno e encerra o ciclo eterno de dependência de monitoramento.

Descaracterizar é proteger vidas, rios, ecossistemas e cidades.

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